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  AUTORES  
   
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HELMAN T. S. REIS

Nasceu em 27 de dezembro de 1961, na cidade de Rio de

Janeiro, RJ. Graduado em Odontologia e em Filosofia, pela

Universidade Federal de Santa Catarina em 1984 e 2003,

respectivamente. Especialização em Ética e Filosofia Política,

em 1996, e Mestrado em Ética, em 2006, pela Universidade

Federal de Santa Catarina. Participa das antologias

“Poesia e Prosa de Verão”, “Mulher Eterno Tema”,

“Preces e Reflexões”, “Ecologia Sobrevivência e Paz” e

“Escritores da Década”, publicadas pela Editora Taba

Cultural em 2009 / 2010. Prêmio de segundo lugar no

concurso “Letras Do Novo Milênio – 2010”, pela mesma

editora. Também participa da antologia “Labirintos e Palavras”,

publicado pela Editora Guemanisse em 2010.

ANGÚSTIA

Ele mora comigo...

Ele... esse meu receio

Que me divide ao meio.

Esse temor que já nem mais é

Para ser insegurança...

Para ser descrença...

Uma nostalgia moribunda

De ideais inalcançáveis...

De venturas improváveis...

E Fernando que me perdoe

Mas, que a alma não seja pequena,

Nem tudo vale a pena!

A flor da pele.p65 31 29/02/2012, 14:26

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Entre o sono e a vigília,

Sonhar é impreciso...

Acordar é preciso...

Consciências em estados alterados...

Versos sem eiras e nem beiras...

Escritas de puras besteiras...

Achar que castelos se fazem de areia,

Buscar sentido em tudo,

Quando não há sentido a ser buscado!

Numa hora: sons, sinais, signos...

Noutra: vazio... silêncio... nada....

Só a dor acanhada...

Aquele grito que teme ser egocêntrico...

Aquela lágrima que não quer ser piegas...

Aquela lástima que não se prega...

O não querer, querendo...

E, para que o outro livre seja,

Sufoca-se o que a alma almeja!

Em prol das existências,

Que se busque a normalidade

Mesmo sem verdade...

A flor da pele.p65 32 29/02/2012, 14:26

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ALEA JACTA EST

Tenho, nesses dias, sido liberto de minha dormência.

A cada novo instante, algo em mim desperta.

Apodera-se de meu corpo e consciência

Fazendo-me, novamente, a alma irrequieta.

Névoas se dispersam em torno do que fui

Me chegam aragens renovadoras ao peito,

Em um momento impensado, que agora flui,

Impondo-se sobre o exílio desfeito...

Nem sempre se obtém aquilo que se almeja!

O inusitado é a marca do destino.

Realizando além do que se deseja

Surpreende ao mais esforçado tino!

E aqui sublinho a obviedade:

Saber que nascemos a cada dia,

Isso é fato e não novidade -

O encaremos sem covardia!

Mas como, atônito, entender,

Quando mal passado é o espanto,

Quando turvo é o perceber,

Quando nem respirei, após o parto,

Este confuso renascer?

Quando cinzas ainda me cobrem o corpo

Quando ainda cega-me o amanhecer

E ainda sinto frio no novo campo?

A flor da pele.p65 33 29/02/2012, 14:26

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Perdido neste alvorecer,

Quem sou, sem aquela pele,

Na virtualidade abandonada?

Onde habita, agora, meu Ser?

O nexo que interrompido seja!

E, também, a objeção indecisa...

Na alma que ora verdeja!

Necessito dessa brisa!

Do vívido calor do inusitado!

E o prazer, que me embarga a voz,

Me faz plenamente surdo

A qualquer aviso atroz...

Neste caminhar no limbo...

Sem saber de sul ou norte...

Como não me sentir um bobo

E, assim, poder malfadar a sorte?

A flor da pele.p65 34 29/02/2012, 14:26